Cinco características principais da índole do homem
“Como é difícil encontrar uma boa esposa! Ela vale mais do que pedras preciosas! O seu marido confia nela e nunca ficará pobre. Em todos os dias da sua vida, ela só lhe faz o bem e nunca o mal.” (Pv 31.10-12)
“Os seus filhos a respeitam e falam bem dela, e o seu marido a elogia. Ele diz: “Muitas mulheres são boas esposas, mas você é a melhor de todas.” (PV 31.28,29)
Índole é a inclinação normal de uma pessoa ou seu temperamento, o modo de ser, o jeito natural da pessoa.
1. Reconhecimento
Você conhece a índole do seu marido? Eu fiz uma enquete no meu site, perguntando aos homens casados: “O que vocês mais esperam da esposa no casamento?”. Havia várias alternativas: diálogo, solidariedade, sexo, compreensão e reconhecimento. Sabe o que os homens mais responderam? Esperava-se que respondessem: “Minha maior necessidade dentro do casamento é sexo”. Dentre todas as alternativas, a enquete mostrou que os homens querem reconhecimento. Sim, esta foi a opção escolhida pela maioria dos homens.
Certo autor estabeleceu uma comparação fantástica para o relacionamento de um casal. Ele afirmou que as mulheres deveriam aprender a lidar com o marido como um adestrador que treina um animal de estimação, ensinando-o. E ele está correto. De certa forma, a mulher adestra a natureza do macho, a força do homem. “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba” (Pv 14.1). Existem algumas coisas que aos olhos dos homens são importantes, mas que aos olhos das mulheres são bobagens. Para os homens, certas coisas são questão de vida e de morte, mas para as mulheres são bobagens. Ora, as mulheres devem levar isso a sério.
O adestrador, quando ensina o seu cão e este erra, não o abraça, não o acaricia nem o aplaude. Agora, quando ele instrui o animal e este obedece, ele aplaude, abraça e lhe dá ração, reforçando o positivo e minimizando o negativo. Muitas mulheres agem diferentemente. Quando o marido acerta, elas fingem que não viram. Quando o marido erra, elas falam por meses seguidos. As mulheres parecem ter um armário na cabeça onde armazenam todos os detalhes. Os fatos de anos atrás, que já foram esquecidos pelo marido, são lembrados pela esposa. Vez ou outra, ela pega coisas daquele armário e os coloca diante do marido.
Às vezes, as mulheres não agem como deveriam agir diante de uma atitude proativa do marido. Por exemplo, o marido está na frente da TV, vendo o seu time jogar, e percebe que a esposa entrou com o carro na garagem. Ele sai da poltrona, vai até a garagem, carrega as sacolas de compras, põe tudo sobre o balcão e respira aliviado. Para o homem aquela tarefa é como quando seus ancestrais saíam à caça, pegavam um animal grande e o arrastavam até a cozinha; ali ele está diante de uma grande conquista. Como algumas mulheres reagem à atitude do marido que lhe prestou ajuda? Elas dizem: “Você está ofegante por quê? Você só colocou as compras sobre o balcão! Fui eu quem comprou tudo, colocou no carrinho, passou pela longa fila do caixa, colocou no carro e trouxe tudo pra casa! Eu é que deveria estar ofegante…”. As mulheres que agem assim não são sábias.
Marido algum apoia uma mulher que não reconhece o seu esforço. Imagine uma cena assim: o marido que nunca colocou o lixo para fora de casa, surpreendentemente, pega o latão de lixo e leva para a calçada. A mulher, sem refletir, diz: “Até que enfim! Achei que nunca veria tal coisa acontecer antes de morrer; ainda bem que você acordou…”.
Outra cena: o esposo chega em casa inspirado e, enquanto a mulher descansa, ele vai para a cozinha e começa a lavar a louça. Lá pelas tantas, acidentalmente, ele deixa um copo cair e espatifar no chão. Ela, que estava no quarto ouvindo cada tilintar da louça na pia, levanta-se zangada, com muita raiva e grita: “O seu burro! Nunca faz nada, e quando faz quebra tudo!”. Ele só quebrou um copo e não toda a louça. Mas, para aquela esposa o marido quebrou tudo! Eis aí a figura de uma mulher nada inteligente.
As mulheres precisam entender que o homem tem necessidade de reconhecimento quando termina uma tarefa, e que ele quer uma medalha de honra ao mérito ou de conquista em seu peito. Quando o marido carregou as compras do carro para a cozinha, ela deveria ter dito: “Você é o cara, é por isso que eu não troco você por nada deste mundo. Vem aqui meu amor!”. E deveria ter-lhe dado um beijo.
No dia seguinte, ele faria a feira com ela, depois iria com ela ao shopping e, dias depois, ao supermercado. É isso que se espera de uma mulher inteligente! E quando ele leva o lixo para fora da casa, ela diz: “Deus está fazendo algo maravilhoso na nossa casa, você está cada dia melhor. Venha aqui, meu bem, e vou lhe dar um beijo!”. Isto é reconhecimento!
Alguém me contou que um marido, depois de ouvir uma palestra como essa, saiu à procura de flores para a esposa. Por ser feriado, estava tudo fechado na pequena cidade, e ele não encontrou nenhuma floricultura aberta. Voltou para casa, imaginando onde conseguiria arrumar flores para a esposa. “Nunca dei flores pra ela em todos esses anos de casados”, pensava ele enquanto dirigia seu automóvel. Na beira da estrada, deparou-se com um caminhão que vendia abacaxis, e pensou: “Ela gosta tanto de abacaxis! Já que não tem flores, vou levar alguns abacaxis”. Colocou os abacaxis numa sacola, levou para a esposa e disse: “Querida, meu desejo era comprar flores, mas não achei; então eu trouxe aqui três abacaxis bonitos, pois sei que você gosta”. Qual seria a sua reação se isto acontecesse com você?
Veja bem. Existem mulheres que reagem negativamente diante de uma surpresa. Eu ouvi em algum lugar uma história que nunca mais esqueci. O esposo vivia sonhando em comprar um carro; saiu à luta, trabalhou, conseguiu dinheiro e apareceu em casa com o carro que adquiriu com tanto esforço. Alguns ainda se lembram de como compraram seu primeiro carro. No meu caso, eu tinha um fusca possante – onde parava, deixava uma poça de óleo! Nem o limpador do para-brisa funcionava. Depois veio o carro Brasília. Antes de mim, meu pai teve um DKV e uma Variant. Depois veio o Corcel, o Fiat 147, e nessa época o meu sonho era ter um Del-Rey.
Imagine-se em uma situação dessas. O esposo conseguiu comprar o carro dos sonhos, um Del-Rey. Leva-o no posto de lavagem para “darem um trato nele” e o Del-Rey fica lindo, cheiroso! O carro tem um toca-fitas, e está tocando a música preferida da esposa. Ele quer fazer uma surpresa para ela, que está no quartinho dos fundos passando a roupa dos filhos. O esposo chega animado, e vai logo falando: “Querida, querida! Comprei o Del-Rey, o carro de nossos sonhos!”. E ela se mostra indiferente, passando a roupa. “Querida, você tem que ver o Del-Rey!” Ela olha para ele com cara de indiferença e pergunta: “Você trouxe o pão e o leite? Seus filhos querem comer, mas você ficou a tarde toda atrás de carro; carro; carro; nós queremos pão pra comer!”.
A mulher sábia celebra com o marido as suas vitórias. Tem mulher que é desmancha-prazeres. O que muitas não sabem é que a esposa que não celebra com o marido suas vitórias corre um sério risco de um dia ver outra celebrando com ele. Bem-aventurado é o marido que tem uma esposa que celebra com ele as suas conquistas.
Lembra-se do homem que levou para casa os abacaxis? Sua esposa olhou a sacola de abacaxis cheirosos e disse: “O que importa é a intenção do seu coração”. Que gracinha. Ela disse ao esposo: “Descasque esse abacaxi, corte-o em fatias, coloque-as sobre a mesa, que daqui a pouco eu volto porque esta noite haverá um diálogo sexual com sabor de abacaxi”.
Que bom seria se todos os casais soubessem que os relacionamentos podem ser mudados com pequenos gestos, e que o desejo de mudar é uma grande prova de amor. Veja o que diz a Escritura:
“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará” (1Co 13.4-8).
2. Todo homem busca na esposa um pouco da figura materna.
Enquanto ele busca na mulher a figura da mãe, ela, em proporção menor, busca no marido um pouco do seu pai. E as mulheres desde pequeninas crescem desenvolvendo qualidades que se atribuem às mulheres, pois desde pequeninas aprendem a cuidar. Cuidam das bonecas, compram vestidinhos para as bonequinhas, montam suas casinhas e criam filhinhos – de brincadeira. As mulheres felizes no casamento são inteligentes: elas cuidam do marido sem ser castradoras. Quando o marido não recebe da esposa os cuidados que todo homem espera, fica um vazio na relação que pode ser uma brecha por onde os inimigos do amor terão acesso.
3. Para o homem, o sexo produz o oxigênio que mantém o casamento vivo.
A esposa deve entender que o homem produz de dez a vinte vezes mais testosterona que a mulher, daí o seu ímpeto sexual ser maior que o da mulher. Que bom seria se todas as mulheres compreendessem isso! O sexo é o termômetro do casamento. Quando a mulher responde a esta necessidade do marido, diminui o estresse, melhora o senso de humor e os dois passam a viver muito melhor.
Outro dia, eu estava assistindo a uma entrevista na TV com uma esposa famosa, que disse para a entrevistadora: “Eu sou muito feliz no meu casamento”. A jovem que a entrevistava, curiosa, perguntou: “Qual é o segredo para ser feliz no casamento?”. Aquela esposa respondeu: “Eu tenho dois a três encontros sexuais com o meu marido por semana, e isso faz muito bem para o nosso casamento”. A prática do diálogo sexual não é o único segredo de um casamento feliz. No entanto, ela pode fazer toda a diferença. Quando a mulher não leva a sério a prática do diálogo sexual, o casamento pode sofrer um esvaziamento, e a alegria da viagem conjugal pode acabar.
4. Todo homem espera da mulher respeito e apreciação.
A esposa deve demostrar perante suas amigas e amigos que aprecia o seu marido integralmente, mesmo que o marido esteja ausente. Pedro escreveu às mulheres: “Assim também você, esposa, deve obedecer ao seu marido a fim de que, se ele não crê na mensagem de Deus, seja levado a crer pelo modo de você agir. Não será preciso dizer nada porque ele verá como a conduta de você é honesta e respeitosa” (1Pe 3.1-2 – NTLH).
Um homem que não é respeitado vive pela metade. A Bíblia afirma que o homem é o cabeça da mulher e esta é sua auxiliadora idônea. O que significa submissão à luz da Bíblia, em Efésios 5.24? “Sub” quer dizer “debaixo de”, e “missão” significa vocação. Podemos definir submissão como “exercer missão de apoio”. Submissão também é casar-se com a missão do marido. A mulher exerce a missão de apoio, respeitando e exercendo seu papel, reconhecendo o marido como cabeça do lar. A mulher de Cantares de Salomão tinha essas características porque apreciava e respeitava seu amado.
“Entre dez mil homens, o meu amado é o mais bonito e o mais forte. O seu belo rosto é corado; os seus cabelos são compridos, e ondulados, e pretos como as penas de um corvo. Os seus olhos são como os olhos das pombas na beira de um riacho; pombas brancas como leite, banhando-se ao lado da correnteza. O seu rosto é bonito como um jardim de plantas perfumosas. Os seus lábios são como lírios que deixam cair pingos de mirra preciosa. As suas mãos são bem-feitas e enfeitadas com anéis de ouro e pedras preciosas. A sua cintura é como marfim polido, coberto de safiras. As suas pernas são colunas de mármore assentadas sobre bases de ouro puro. O meu amado parece um dos montes do Líbano e é elegante como os cedros. É doce beijar a sua boca, e tudo nele me agrada. Assim é o meu amado, assim é o meu noivo, mulheres de Jerusalém” (Ct 5.10-16 – NTLH).
Respeitar é saber honrar na presença e na ausência.
5. Todo homem quer ter ao lado uma mulher que fala com inteligência emocional.
Como afirma o livro de Provérbios, “a mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derruba” (Pv 14.1) porque aquela mulher “fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua” (Pv 31.26).
Um marido buscou aconselhamento reclamando que sua esposa, ainda jovem, cresceu vendo a mãe mandar em casa e, por isso, ela fala o que pensa sem medir as palavras. Isso o ofende. Ora, a mulher sábia fala na hora certa, da forma certa, no lugar certo e o que é certo. A mulher que fala com sabedoria consegue fazer com que o marido feche o jornal, largue o livro que está lendo, desligue a TV e passe um bom tempo com ela. O problema é que algumas mulheres falam o certo, mas na hora errada. Outras falam o certo, na hora certa, mas no lugar errado. E outras falam o errado, no lugar errado, na hora errada e de maneira errada.
É preciso ter cuidado com o tom da voz, pois ele muda o sentido daquilo que se quer dizer. A mulher sábia e inteligente, quando quer chamar a atenção do marido em alguma coisa, jamais o faz em público; ela o chama a um canto da sala ou para a privacidade de um ambiente qualquer, dá para ele uma bala de hortelã, e sussurra: “Benzinho, chupa essa balinha porque você está com mau hálito”. Agora, a diferença será muito grande se ela disser ao marido para que todos ouçam: “Beeeem! Você está com um bafo de onça insuportável!”.
Depois de um dia de trabalho, o marido volta para casa e quer tomar um café novo e quente. Ao pegar a garrafa térmica, percebe que está vazia. Ele diz: “Cruzes! Nem pra fazer café você presta!”. Mas a reação dela seria diferente se ele dissesse: “Querida, um cafezinho agora seria muito bom!”. Ela não fará o café se ele disser que nem para isso ela se presta; mas o atenderá prontamente se ele falar inteligentemente que quer tomar um cafezinho. E ela não fará somente o cafezinho. Trará a margarina, o pão, a geleia e um beijo. Às vezes, a forma como se fala ajuda em muito o homem ou a mulher em suas necessidades.

Sexo: O que vale entre quatro paredes?

  Eis um terreno minado.Há os guardiões da moral e dos bons costumes, que afirmam que o sexo entre casais cristãos deve ser recatado, limitando-se ao coito.Entre esses, há os que sequer admitem a possibilidade dos cônjuges terem algum tipo de preliminar, ou mesmo de variar as posições. Há ainda os que vêem pecado até nos cônjuges verem a nudez um do outro. Isso tudo é deprimente.Por outro lado, há a turma do vale-tudo. Esses só não dizem o que significa o “tudo” na relação sexual,

 por não quererem expor o cônjuge a julgamentos preconceituosos.



Entre um extremo e outro, é melhor ficar com o bom-senso.

Toda e qualquer tipo de carícia é bem-vinda na relação a dois,
desde que não desrespeite o gosto do outro.

O critério para se adotar qualquer tipo de prática sexual entre casais ligados pelo 
matrimônio é o bem-estar do outro.
 O outro vai dizer até onde podemos ir com nossas carícias.

O Dr. Herbert J. Miles oferece o seguinte conselho com relação à
intimidade entre marido e mulher:

“Nos relacionamentos humanos, no seio das comunidades e na sociedade,
 o recato é a rainha das virtudes, mas na intimidade do quarto nupcial, 
a portas fechadas, e na presença do puro amor conjugal, 
não deve existir essa coisa chamada recato. O casal deve ter liberdade de praticar
 tudo o que ambos desejarem fazer, que sirva para conduzi-los à plena expressão
 de seu amor mútuo e a uma boa experiência sexual. 
A essa altura, será bom darmos uma palavra de advertência.
 As experiências praticadas devem ser de consentimento mútuo,
 do marido e da esposa. Nenhum dos dois, em tempo algum, 
deve forçar o outro a participar de atos que este não deseje.
 O amor não coage a ninguém.”

Qualquer prática que depois de consumada, promova a sensação de se ter usado alguém,
 ou se ter sido usado por alguém em vez de se ter amado e sido amado,
 deve ser considerada nociva à relação, e por isso mesmo, deve ser evitada.

Lembremo-nos de que o amor não busca seus próprios interesses.
Nem tampouco se porta inconvenientemente.

No amor há respeito aos limites do outro.

O homem deve sempre levar em conta a fragilidade feminina,
oferecendo-lhe carícias que respeitem seu gosto.

Há uma profunda ligação entre sexualidade e espiritualidade.
Não são departamentos diferentes. São, antes, esferas da existência humana
que interferem uma na outra. A prova disso está na recomendação de Pedro aos maridos:

“Igualmente, vós, maridos, vivei com elas com entendimento, 
dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras 
convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”.

Dar honra a mulher é simplesmente preferir fazer as coisas do jeito dela.
 Se ela se sentir desconfortável com algum tipo de carícia, o marido deve
 ser suficientemente sensível para atender.

Homem e mulher devem compreender suas diferenças físicas, emocionais e psicológicas.
 A mulher só poderá agradar ao marido, se reconhecer nele um ser diferente dela,
 que tem suas próprias expectativas com relação ao ato sexual.
O mesmo se pode dizer do homem.

Por exemplo: o homem é estimulado por aquilo que vê, enquanto que a mulher é estimulada
 por aquilo que ouve. Logo, para que promova a união sexual entre o homem e a mulher,
 o Eros percorre caminhos diferentes.

O sentido principal do homem é a visão. Por isso Jesus fala sobre “olhar a mulher alheia”.
 É pelos olhos que o homem se deixa envolver. Sabedora disso, a mulher sábia deve
 procurar cuidar de seu corpo, vestir-se de maneira atrativa, a fim de atrair o olhar de
seu marido. É por não compreender isso, que muitas mulheres, por causa de sua timidez,
 preferem relacionar-se com seus maridos de luz apagada.

Nada mais deprimente para o homem do que chegar em casa, depois de um dia
de trabalho árduo, e encontrar sua amada cheirado a alho, com roupas velhas,
e bobs nos cabelos.

A mulher deve procurar preparar-se para receber o seu amado.
 Não é pecado estimular o marido com uma linda camisola, jóias, perfumes.
Pecado é permitir que haja espaço a ser preenchido por outra.

O livro de Cantares, ou Cântico dos Cânticos, é um verdadeiro manual para a vida sexual.
 Ali encontramos Salomão e Sulamita vivendo uma história de amor e sedução.

Logo de cara, encontramos Sulamita, extasiada de amor, dizendo a seu amado:

“Beije-me ele com os beijos da sua boca; pois melhor é o seu amor do que o vinho. 
Para cheirar são bons os teus ungüentos; como ungüento derramado é o teu nome.
 Não admira que as donzelas te amem!” 

Nada mais estimulante ao homem do que perceber que sua amada está desejando-o.
Muitas mulheres têm dificuldade de demonstrar seu desejo ao marido. Isso é frustrante.
O homem não pode adivinhar o que a mulher deseja, a menos que ela demonstre claramente.
 Repare que é Sulamita quem toma a iniciativa. Ela é quem se aproxima e pede que seu
marido lhe beije. Isso é absolutamente sedutor. Todo homem aprecia quando a mulher toma
 a iniciativa.

É claro que isso não deve ser entendido como um padrão. Tanto a mulher, quanto o homem
podem tomar a iniciativa, quando desejarem fazê-lo. O problema é quando a mesma pessoa
 tem que tomar a iniciativa sempre.

Perceba também que ela não só lhe pede um beijo, mas o elogia. Ela mexe com sua vaidade.
Ela o chama de cheiroso. Em vez de demonstrar ciúmes, ela dá razão às mulheres que o
 admiram. Isso o faz sentir o mais viril dentre os homens.

Há mulheres que já começam a relação criticando o homem. É como um balde de água fria.
 Não há virilidade que agüente. Tanto o homem quanto a mulher precisam ser elogiados por
 seu parceiro.

Se a mulher não o elogiar, haverá quem o faça lá fora.

Observe que ela elogia o seu odor, e não a sua aparência.

Para a mulher, o olfato é mais importante do que a visão.

Se os homens soubessem disso, tratariam de tomar um bom banho assim que chegassem
 em casa, em vez de se esparramar no sofá, com o pé cheio de chulé.

O homem não quer a mulher cheirando a alho, mas a mulher também não o quer cheirando
 a suor.

Salomão, já seduzido pelo amor de sua esposa, responde:

“Formosa são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares”.
Diferente do homem, a mulher é mais estimulada por aquilo que ouve. Por isso, 
o marido não deve poupar elogios à mulher. Falar de sua beleza, de seus atributos,
de sua formosura. “Como és formosa, ó amiga minha! Como és formosa!”,
declara o amante apaixonado.

Só não se pode ficar nas palavras apenas. Porém, antes dos finalmente, os cônjuges
 devem dedicar algum tempo às preliminares.

Sulamita é quem sinaliza ao seu amado o que ela deseja que ele faça.

“A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace”.
 Ela é quem diz onde quer ser tocada, acariciada.

Além da audição e do olfato, o sentido principal que estimula sexualmente a mulher é o tato.
 Toda mulher precisa ser tocada, antes de ser possuída.

Entre os toques, nenhum é mais importante do que o beijo. Por isso, ela inicia o processo
 amoroso, pedindo que o seu amado lhe beije. Há casais que já não se beijam há muito tempo.


Alguns não se beijam nem mesmo durante o intercurso sexual. O beijo faz com que a mulher
se sinta amada, em vez de usada.

Por que, geralmente, as prostitutas não aceitam beijar os seus clientes? Simplesmente porque,
 mesmo para elas, o beijo implica num envolvimento emocional desnecessário. Qualquer
relação sexual que não tenha beijo, dá à mulher a impressão de estar sendo usada.

O beijo denota carinho, afeição, e, sobretudo, amor.

A mulher não quer sentir-se como um vaso sanitário onde o homem vai realizar
 suas necessidades.
Ela quer sentir-se amada. Ela quer que haja romantismo, e não apenas sexo.

Os homens precisam aprender a ser românticos.

Para o homem, o sexo é um fim em si mesmo. Mas para a mulher, é apenas um meio.
 O objetivo principal da mulher é ser amada.

Para a mulher, o sexo começa pela manhã, na primeira palavra que ela ouve do marido.
 Se ele trata-la asperamente ao acordar, dificilmente ela estará disposta a ceder às suas
 fantasias à noite.

Cada gesto de carinho, por simples que seja, contribui para uma boa noite de amor
 para mulher.
Abrir a porta do carro, puxar a cadeira para que ela se sente, elogiar sua roupa,
 pegar em sua mão enquanto dirige, são pequenos gestos capazes de proporcionar
momentos inesquecíveis de amor.

Já o homem precisa de estímulo visual.

A mulher vai receber do homem na mesma medida em que se der. E vice-versa.
 Quanto mais ela prover ao homem o estímulo visual de que ele precisa,
mais coisas bonitas ela vai ouvir dele.

Confira o que diz Cantares:

“Como és formosa, amada minha! Como és formosa! Os teus olhos
 são como os das pombas, e brilham através do teu véu (...) Os teus lábios são
 como um fio de escarlate, a tua boca é doce (...) O teu pescoço é como 
a torre de Davi (...) Os teus dois seios são como dois filhos gêmeos da gazela, 
que se apascentam entre os lírios (...) Tu és toda formosa, amada minha;
 em ti não há defeito”.

E que mulher não tem defeito? E o que dizer dos pneuzinhos, das rugas
 (muitas vezes causadas por nós mesmos!), das celulites, das estrias?
 Não é a toa que muitas mulheres preferem despir-se no escuro.

Quaisquer que sejam os defeitos são irrelevantes, aos olhos daquele que ama.

Não há mulher perfeita no mundo. Mesmo as modelos fotográficas precisam de recursos
 do computador para esconder cicatrizes e estrias.

Entre a luz acesa ou apagada, que tal um abajur, com uma luz fraca, para permitir ao
 marido ver pelo menos a silhueta da mulher amada?

No capítulo 7 ele descreve com mais pormenores a beleza de sua amada:

“Quão formosos são os teus pés nos sapatos, ó filha do príncipe! 
As voltas das tuas coxas são como jóias, trabalhadas por mãos de artista.
 O teu umbigo é como uma taça redonda a que não falta bebida
 (esse Salomão já ta indo longe demais!). O teu ventre é como monte de trigo,
 cercado de lírios. Os teus dois seios são como dois filhos gêmeos da gazela.
 O teu pescoço é como a torre de marfim. Os teus olhos são como as piscinas
 de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim. O teu nariz é como a torre do Líbano
 (nariguda essa menina, heim?), que olha para Damasco. A tua cabeça é como o monte
 Carmelo. Os cabelos da tua cabeça são como a púrpura; o rei está preso pelas
 suas transas.
 Quão formosa, e quão adorável és, ó amor em delícias”. 

Salomão, completamente apaixonado e seduzido, diz:

“Tiraste-me o coração, minha imã, noiva minha; tiraste-me o coração com um dos teus olhos,
 com um colar do teu pescoço”.

Nada mais estimulante para o homem do que um olhar sedutor de sua mulher.
 Pelos olhos, ela é capaz de arrancar o coração do seu amado. A mulher quer sentir-se amada,
 protegida, querida.

O homem quer sentir-se desejado. E é pelo olhar que a mulher o faz sentir assim.
 Um olhar travesso, cheio de boas intenções... Quem resiste?

E como a mulher deve agir ao ser procurada? Como ele espera que ela reaja?
 E se ele chega, e ela já está dormindo? E se ela teve um dia cansativo?

O capítulo 5 de Cantares nos apresenta essa cena. Sulamita diz:

“Eu dormia, mas o meu coração velava. Ouvi! A voz do meu amado, que está batendo:
 Abre-me, minha irmã, amada minha, pomba minha, minha imaculada. 
A minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos as gotas da noite. 
Já despi a minha túnica; como a tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; 
como os tornarei a sujar? O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta,
 e as minha entranhas estremeceram por amor dele. Eu me levantei para abrir ao
 meu amado, e as minhas mãos destilavam mirra, os meus dedos gotejavam
 mirra sobre a maçaneta da fechadura”.

Por incrível que pareça, isso está na Bíblia. Não há como ler esses versos e não se
 deixar tomar por imaginações...

Já no finalzinho do livro, Sulamita declara: “Assim tornei-me aos olhos dele como aquela
 que traz prazer”. 

Muito mais do que ser a mãe de seus filhos, ou a dona de casa, ou mesmo a companheira
 de ministério, o papel principal de uma mulher é ser “aquela que traz prazer” ao seu marido. O mesmo pode ser dito acerca do marido. Ele não é apenas o provedor do lar, nem mesmo apenas o cabeça da família. Ele é aquele que proporciona prazer à sua amada.

Trecho do livro "Amor Radical", de nossa autoria, publicado pela MK.